Segurança

As tendências de Cibersegurança para 2025

Março 28, 2025

Conheça as tendências de Cibersegurança para o ano 2025, segundo a equipa de Segurança da Openlimits.

Com a evolução tecnológica e a proliferação de ameaças digitais, é fundamental compreender as tendências e os desafios que irão moldar o panorama da cibersegurança em 2025. O aumento do uso de inteligência artificial, a sofisticação dos ataques de phishing e smishing, bem como o impacto das novas regulamentações, como a diretiva NIS2, são alguns dos tópicos que definem o panorama atual e futuro da segurança cibernética.

Neste artigo, exploramos como a inteligência artificial está a ser utilizada tanto para reforçar a segurança como para ampliar a capacidade dos ataques, o papel do fator humano nas violações de dados, e a emergência do ransomware como serviço. Além disso, discutimos os avanços e desafios associados à implementação da NIS2, destacando a necessidade de encontrar um equilíbrio entre conformidade e custos. Estes pontos oferecem uma visão abrangente das estratégias necessárias para enfrentar as ameaças e garantir um futuro digital mais seguro.

Campanhas fraudulentas de Phishing e Smishing com recurso à Inteligência Artificial

As campanhas fraudulentas de Phishing e Smishing têm vindo a proliferar significativamente, especialmente com o uso de inteligência artificial (IA). Estas tecnologias tornaram os ataques mais sofisticados e difíceis de detetar, permitindo personalizar mensagens com uma precisão sem precedentes e manipular vídeos ou áudios para enganar as vítimas. Como resultado, tanto indivíduos como empresas estão mais vulneráveis, enfrentando riscos crescentes de violações de segurança.

São diversas as empresas especializadas em cibersegurança que relatam uma redução drástica no esforço necessário para desenvolver malware ou explorar vulnerabilidades. A IA diminuiu os custos e o tempo em muitos desses casos, de semanas para apenas algumas horas, expondo os sistemas a ataques mais rápidos e eficientes.

Exposição de dados pessoais através de Deepfakes

A tecnologia Deepfake que permite criar vídeos e áudios falsos com alta fiabilidade é considerada uma arma perigosa nas mãos de cibercriminosos.

Estes recursos podem ser usados para difamar indivíduos, cometer fraudes financeiras ou manipular a opinião pública. A sua popularização coloca novos desafios à segurança e à confiança em conteúdos digitais, exigindo medidas tecnológicas e legais mais rígidas para mitigar os riscos. Sistemas de chamada e videoconferência, são as novas armas usadas pelos atacantes para simular ser quem não são. São vários os casos já reportados que envolveram milhares de euros.

 

QRCodes maliciosos

Embora não seja uma tendência propriamente nova, mas sim uma tendência em crescimento, tem-se registado um número crescente de casos e incidentes envolvendo QRCodes com links maliciosos, os quais são frequentemente afixados em cartazes, autocolantes, montras, parquímetros, cartazes publicitários e outros tipos de anúncios. O risco associado à digitalização de um QRCode atualmente é comparável ao de clicar em um link malicioso, de forma semelhante ao que acontece com os e-mails de phishing e as mensagens de smishing.

 

Fator Humano

De acordo com o relatório da IBM* sobre o custo de uma violação de dados, cerca de 20% das ameaças são internas. Estas ameaças podem ocorrer de forma acidental, como no envio de informações confidenciais para destinatários errados, ou a exposição a ataques de phishing via e-mail. Por outro lado, existem as ameaças internas maliciosas que envolvem ações intencionais, como o roubo de dados ou a concessão de acessos não autorizados.

A mitigação destes riscos requer a formação contínua dos colaboradores em boas práticas de segurança, a monitorização de comportamentos suspeitos e a promoção de uma cultura organizacional centrada na responsabilidade e no cumprimento de normas de segurança. O fator humano continua a ser um dos elos mais fracos da segurança cibernética, sendo crucial abordá-lo com seriedade.

*(https://www.ibm.com/reports/data-breach)

Ransomware como Serviço (RaaS)

O ransomware mantém-se como uma das maiores ameaças à segurança digital. Grupos criminosos oferecem ferramentas de "ransomware como serviço" (RaaS), permitindo que, até mesmo indivíduos com poucos conhecimentos técnicos possam realizar ataques. Estes grupos funcionam como empresas estruturadas, dispondo de "departamento de apoio ao cliente" para os cibercriminosos (“cliente”) que alugam as suas infraestruturas, facilitando a extorsão em larga escala.

De acordo com o relatório The State of Ransomware in Healthcare 2024 da Sophos*, 67% das instituições de saúde em todo o mundo foram afetadas por ransomware este ano, um aumento em relação aos 60% do ano anterior. Os tempos de resposta pioraram, dada a natureza dos ataques, podendo uma recuperação global das operações pode levar meses.

Um mito muito comum no caso de ciberataques, é que tudo fica resolvido assim que as operações regressam à normalidade. No entanto, análises forenses detalhadas devem ser consideradas, pois são extremamente importantes para identificar e mitigar as vulnerabilidades exploradas.

*(https://www.sophos.com/en-us/whitepaper/state-of-ransomware-in-healthcare)

A Sensação de Segurança com a Entrada em Vigor da NIS2

diretiva NIS2 da União Europeia visa estabelecer um padrão mais elevado de cibersegurança, promovendo melhores práticas entre as organizações. Contudo, a implementação destas normas, diretivas e frameworks exige investimentos em tecnologia, formação de colaboradores e gestão de topo, e adaptação de processos internos.

Encontrar um equilíbrio entre conformidade, processos e investimento, é um desafio. Um equilíbrio adequado, permitirá às empresas de menor dimensão cumprir com todos os requisitos legais, sem comprometer sua capacidade de crescimento e inovação. Ainda assim, a implementação das normas de segurança deve ser encarada como um investimento estratégico a longo prazo e não como um custo operacional. É fundamental que as empresas não se sintam tentadas a adotar uma abordagem minimalista em relação à cibersegurança, limitando o investimento a apenas o estritamente necessário. Tal postura, poderá deixá-las vulneráveis a ameaças cada vez mais sofisticadas e complexas. A chave para uma abordagem eficaz reside num modelo de investimento sustentável, mas ao mesmo tempo, robusto, capaz de mitigar riscos de forma eficiente, protegendo a organização sem comprometer a sua saúde financeira.

Embora a NIS2 não seja uma solução definitiva para todos os desafios da cibersegurança, representa um avanço significativo na criação de um ambiente empresarial mais seguro. Setores com maior exposição continuam a ser alvos prioritários para cibercriminosos. No entanto, a uniformização das práticas de segurança cria uma base mais sólida para mitigar riscos e fortalecer o ecossistema empresarial.

A cibersegurança é, assim, um campo em constante evolução, onde a preparação e a resiliência são as melhores defesas contra ameaças cada vez mais sofisticadas e acessíveis.

Escrito por:
Openlimits

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